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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Hold still



Anthocharis cardamines
Arrábida, Portugal

terça-feira, 21 de abril de 2009

Anthocharis euphenoides

A Anthocharis euphenoides traz um brilhante colorido amarelo à primavera, pena que cada vez mais raro...
Distribuida por Portugal, Espanha e sul de França, esta espécie pode eventualmente ser localmente abundante mas especialmente em Portugal, muitas das suas populações desapareceram nos últimos 50 anos. Exemplos destas populações são as dos arredores de Lisboa como na zona de Sintra (anos 50) e na serra da Arrábida e São Luis (anos 70) enquanto as populações do curso superior do Rio Douro mantém-se mais ou menos saudáveis.
Os motivos destes desaparecimentos locais não estão bem documentados mas na zona de Sintra tal dever-se-à provavelmente à expansão urbanistica que ocupou os habitats adequados (zonas onduladas e colinas xerotermófilas com abundância da planta alimentícia, espécies perenes de Biscutella, Cruciferae). Na Arrábida o seu desaparecimento é dificil de perceber dado o relativamente rico e bem preservado coberto vegetal mas a planta alimentícia é de facto rara e desenvolve-se maioritariamente nas bermas das estradas. Se pensarmos que a vegetação destas bermas é cortada no periodo máximo de floração e voo das borboletas... é fácil daí depreender que o futuro não é fácil! Ora, o corte em Março-Abril destas bermas é feito sensivelmente desde os anos 70-80...
As fotos que se seguem foram obtidas em Gibraltar (UK) em Abril 2009.
Adulto - Amarelo vivo, nas flores onde descansa ao final do dia passa facilmente despercebido.
Larva - Coloração aposemática indicadora de toxicidade ou camuflagem nas flores amarelas de Biscutella?
Pupa - Camuflagem com os talos verdes da planta alimentícia... ou um espinho...
faltou o ovo...

sexta-feira, 27 de março de 2009

Melitaea aetherie

Esta está sem dúvida no top 5 das espécies de borboletas diurnas mais raras em Portugal e na Europa, apresenta colónias apenas no sul de Portugal e SO de Espanha, Marrocos e Sicilia.
No sul de Portugal e Espanha encontra-se seriamente ameaçada pela construção galopante sobre os habitats sensíveis ao longo do litoral e está em iminente extinção. Descoberta recentemente no interior do Alentejo, as novas colónias conhecidas (3) são uma lufada de ar fresco na consevação desta espécie mas a recente proliferação de agricultura super-intensiva do olival pode vir a revelar-se prejudicial para a espécie.
Este ano descobriu-se pela primeira vez em Portugal na fase larvar e aqui represento um dos poucos registos existentes, desde a lagarta de último ínstar até à fase adulta.



As lagartas alimentam-se de Cynara cardunculus, (Asteraceae) um cardo de grandes dimensões que se encontra em zonas quentes de todo o país, particularmente sobre solos ligeiramente básicos e é uma vulgar espécie de bordos de culturas no sul de Portugal. Contudo a borboleta é de facto muito localizada e encontra-se seriamente ameaçada, apesar de estar mal conhecida.

Lagarta prestes a pupar.

Pupa

Macho adulto

This is undoubtelly on the top 5 of the rarest butterflies in Portugal and Europe with isolated colonies only in south Portugal, SW Spain, Morocco and Sicily. In southern Portugal and Spain it is seriously threatened by fastly increasing urbanisation on sensible habitats where it is to be found along the coasts and it's extinction is imminent.

sábado, 6 de setembro de 2008

Lep Series 3 - Pseudophilotes abencerragus




Pseudophilotes abencerragus is one of the smallest butterflies in the world. This liliputian butterfly is as small as it is rare, found only in very few places in Portugal, Spain and Morocco where its colonies are very local and butterflies fly in rocky places with sparse vegetation, which constitutes their habitat.
This is a highly stenochorous species as they fly around the foodplants and little more, not going much further than a couple of meters away.


In Portugal this rare species is to be found mostly in the Algarve, with scattered populations elsewhere. Their caterpillars feed only on the smalish Cleonia lusitanica, from the rosemary family.



This was photographed in Baixo Alentejo, Portugal, in a newly discovered colony, found only last year.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Lep Series 2 - Lycaena bleusei

This is Lycaena bleusei (Lycaenidae, Lycaeninae), a small butterfly with an equally restrict distribution range in the centre of the Iberian Península.
Here, it is to be found in and around the central mountain System from the spanish Sierra de Guadarrama westwards to the portuguese Serra da Estrela and Serra da Gardunha, with some populations to the south in nearby mountain ranges.

This species in Portugal inhabits mountain pastures, forest edges and flowery meadows above 700-800m in the mountain system going from Serra da Malcata to Serra da Estrela and Gardunha although new colonies are expected to be discovered in the next years.

However, its distribution isn't exactly known due to the presence in the northern third of the country, of its sister species L. tityrus which is very similar and they were considered conspecific until very recently and we still don't know where ends tityrus and starts bleusei.

The caterpillars feed on docks (Rumex sp.) which are to be found in moist or wet conditions which are favoured by the butterfly too.

The other species of the genus in Portugal include the widespread and common L. phlaeas, the mountain species L. alciphron, the sister species L. tityrus to the north and the high mountain and very rare Lycaena virgaureae, in the extreme north of the country.

Picture taken in the Glacier Valley of the river Zêzere, Serra da Estrela, one of the strongholds of the species.

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Esta é a Lycaena bleusei (Lycaenidae, Lycaeninae), uma pequena borboleta com uma igualmente restrita área de distribuição no centro da Península Ibérica.
Aqui poderá ser encontrada apenas no Sistema Central Ibérico e nas zonas em volta desde a espanhola Sierra de Guadarrama para oeste até à Serra da Estrela e Serra da Gardunha, com algumas populações a sul nos sistemas montanhosos próximos.
Em Portugal a L. bleusei habita pastos de montanha, orlas de florestas e prados floridos acima doa 700-800m no sistema montanhoso que vai desde a Serra da Malcata até à Serra da Estrela e Gardunha apesar de ser esperada a descoberta de novas colónias nos próximos anos.

Contudo, a sua distribuição não é muito bem conhecida devido à presença um pouco mais a norte de uma espécie gémea, a L. tityrus, muito similar e com os mesmo hábitos e ecologia tendo até muito recentmeente sido consideradas como pertencendo à mesma espécie e ainda não se sabe onde acaba a tityrus e começa bleusei.

As lagartas alimentam-se de azedas (Rumex sp.) que são normalmente encontradas em zonas húmidas, zonas também favorecidas por estas borboletas.

Outras espécies neste género incluem a comum e largamente distribuida L. phlaeas, a espécie de montanha L. alciphron, a supracitada L. tityrus para norte e a rara espécie de alta montanha Lycaena virgaureae, no extremo nordeste do país.

Fotografia tirada no Vale Glaciário do Rio Zêzere, Serra da Estrela, um dos locais onde a espécie é encontrada mais frequentemente.

domingo, 31 de agosto de 2008

Lep Series 1 - Satyrium spini


Hi all,

I start this Lepidoptera series which will be dedicated to the Lycaenidae family for awhile, with a widespread species in Portugal (and the rest of Europe): Satyrium spini (fam. Lycaenidae, Theclinae)

Found usually in hedges, sparse forests and dense mediterranean scrubland, I believe this species has somewhat shrunk its distribution are in Portugal due to the loss of habitat to Eucaliptus plantations and the use of herbicides in paths and along tracks.

The caterpillars feed on shrubs like Crataegus monogyna and especially Rhamnus species and are fairly well limited to areas where they occur.

There are two other species in the genus in Portugal: Satyrium ilicis and S. esculi.
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Começo esta série de imagens de borboletas com uma espécie largamente distribuida em Portugal (e no resto da Europa): Satyrium spini (fam. Lycaenidae, Theclinae).

Encontrada usualmente ao longo de sebes, florestas abertas e clareiras ou em matagal mediterrânico denso, é provável que esta espécie tenha visto a sua área de ocorrência encolher um pouco pela perda de habitat para plantações de Eucalipto e de oliveira e o uso de herbicidas ao longo de caminhos e estradas.

As lagartas alimentam-se de arbustos e pequenas árvores como o pilriteiro (Crataegus monogyna) e especialmente espinheiros (Rhamnus spp.) estando mais ou menos limitada pela ocorrência de alguma destas espécies.
Em Portugal podemos encontrar duas outras espécies no mesmo género: Satyrium ilicis e S. esculi.

Fotografada no alto da Serra de Ficalho (Serpa, Baixo Alentejo, Portugal), uma nova localidade para a espécie!