sábado, 23 de janeiro de 2010
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Borboletas Nocturnas no Parque Natural de Montesinho
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Jewels from the meadow 3: Orchis collina

segunda-feira, 18 de maio de 2009
Jewels from the meadow 2: Orchis italica
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Jewels from the Meadow1: Orchis conica
There's much information online about orchids and with this post I will only try to insist on the diversity of colours and shapes the portuguese species can come up with.
Hope you enjoy stopping by.
Orchis conica, a fairly widespread species in the southern half of Portugal.
The flowers just look like some dolls /girls clothes!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Macaca sylvanus
terça-feira, 21 de abril de 2009
Anthocharis euphenoides
sexta-feira, 27 de março de 2009
Melitaea aetherie
No sul de Portugal e Espanha encontra-se seriamente ameaçada pela construção galopante sobre os habitats sensíveis ao longo do litoral e está em iminente extinção. Descoberta recentemente no interior do Alentejo, as novas colónias conhecidas (3) são uma lufada de ar fresco na consevação desta espécie mas a recente proliferação de agricultura super-intensiva do olival pode vir a revelar-se prejudicial para a espécie.
Este ano descobriu-se pela primeira vez em Portugal na fase larvar e aqui represento um dos poucos registos existentes, desde a lagarta de último ínstar até à fase adulta.

As lagartas alimentam-se de Cynara cardunculus, (Asteraceae) um cardo de grandes dimensões que se encontra em zonas quentes de todo o país, particularmente sobre solos ligeiramente básicos e é uma vulgar espécie de bordos de culturas no sul de Portugal. Contudo a borboleta é de facto muito localizada e encontra-se seriamente ameaçada, apesar de estar mal conhecida.
Lagarta prestes a pupar.
Pupaterça-feira, 27 de janeiro de 2009
Hyles euphorbiae
Os ovos são postos pela fêmea em grupos na ponta das folhas, confundindo-se com o meio.
As lagartas recém-nascidas, de cor negra apressam-se a alimentar-se da casca do ovo, sendo esta a sua primeira refeição antes de o começarem a fazer nas folhas da eufórbia.
Apesar de começarem practicamente inadvertidas para a maioria, estas lagartas vão alterando o seu padrão de coloração ao longo do seu desenvolvimento. Dado que as eufórbias são plantas altamente tóxicas e esta espécie de borboleta aproveita directamente as mesmas substâncias para a sua própria protecção, a sua fase final é bastante colorida apresentando uma combinação de cores aposemática, isto é, que alerta os eventuais predadores da sua toxicidade.

Por fim, após a fase de pupa no interior da terra, emerge a borboleta adulta, com o perfil aerodinâmico caracteristico das borboletas desta família e ao acasalar, irá reiniciar o ciclo.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Iberodorcadion brannani
Entretanto soube que o meu modesto blog teve um prémio do meu amigo Ivo Rodrigues (Ver blogues Serra da Adiça e Orquídeas Além-Tejo, mesmo aqui ao lado), o qual agradeço ;-) !
Pelos rasgados elogios também agradeço ao meu amigo Humberto Grácio pela mensagem que escreveu no dia 15 Janeiro 2009 no seu blog pessoal (também aqui ao lado). Sem vocês o conhecimento do mundo natural neste cantinho da Europa não avançava com o rigor e ritmo que verificamos actualmente. Eu e os nossos descendentes agradecemos!
Recomeço então com a apresentação de uma espécie de escaravelho da família Cerambycidae endémica de Portugal:
Iberodorcadion brannani (Schaufuss, 1870)
Esta espécie é endémica do maciço central da Serra da Estrela onde apenas ocorre acima dos 1200m de altitude. É um pequeno escaravelho terrestre encontrado debaixo de pedras e caminhando nos prados pedregosos entre os zimbros e os piornos.
Algo dificil de fotografar pela sua cor negra, é uma componente importante que interessa preservar, dado que pela sua reduzida área de distribuição mundial e ameaças (alterações climáticas, destruição de habitat, etc) se encontra em risco.

sábado, 6 de setembro de 2008
Lep Series 3 - Pseudophilotes abencerragus
Pseudophilotes abencerragus is one of the smallest butterflies in the world. This liliputian butterfly is as small as it is rare, found only in very few places in Portugal, Spain and Morocco where its colonies are very local and butterflies fly in rocky places with sparse vegetation, which constitutes their habitat.
This is a highly stenochorous species as they fly around the foodplants and little more, not going much further than a couple of meters away.
In Portugal this rare species is to be found mostly in the Algarve, with scattered populations elsewhere. Their caterpillars feed only on the smalish Cleonia lusitanica, from the rosemary family.

This was photographed in Baixo Alentejo, Portugal, in a newly discovered colony, found only last year.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Lep Series 2 - Lycaena bleusei
This is Lycaena bleusei (Lycaenidae, Lycaeninae), a small butterfly with an equally restrict distribution range in the centre of the Iberian Península.Here, it is to be found in and around the central mountain System from the spanish Sierra de Guadarrama westwards to the portuguese Serra da Estrela and Serra da Gardunha, with some populations to the south in nearby mountain ranges.
This species in Portugal inhabits mountain pastures, forest edges and flowery meadows above 700-800m in the mountain system going from Serra da Malcata to Serra da Estrela and Gardunha although new colonies are expected to be discovered in the next years.
However, its distribution isn't exactly known due to the presence in the northern third of the country, of its sister species L. tityrus which is very similar and they were considered conspecific until very recently and we still don't know where ends tityrus and starts bleusei.
The caterpillars feed on docks (Rumex sp.) which are to be found in moist or wet conditions which are favoured by the butterfly too.
The other species of the genus in Portugal include the widespread and common L. phlaeas, the mountain species L. alciphron, the sister species L. tityrus to the north and the high mountain and very rare Lycaena virgaureae, in the extreme north of the country.
Picture taken in the Glacier Valley of the river Zêzere, Serra da Estrela, one of the strongholds of the species.
---
Esta é a Lycaena bleusei (Lycaenidae, Lycaeninae), uma pequena borboleta com uma igualmente restrita área de distribuição no centro da Península Ibérica.
Aqui poderá ser encontrada apenas no Sistema Central Ibérico e nas zonas em volta desde a espanhola Sierra de Guadarrama para oeste até à Serra da Estrela e Serra da Gardunha, com algumas populações a sul nos sistemas montanhosos próximos.
Em Portugal a L. bleusei habita pastos de montanha, orlas de florestas e prados floridos acima doa 700-800m no sistema montanhoso que vai desde a Serra da Malcata até à Serra da Estrela e Gardunha apesar de ser esperada a descoberta de novas colónias nos próximos anos.
Contudo, a sua distribuição não é muito bem conhecida devido à presença um pouco mais a norte de uma espécie gémea, a L. tityrus, muito similar e com os mesmo hábitos e ecologia tendo até muito recentmeente sido consideradas como pertencendo à mesma espécie e ainda não se sabe onde acaba a tityrus e começa bleusei.
As lagartas alimentam-se de azedas (Rumex sp.) que são normalmente encontradas em zonas húmidas, zonas também favorecidas por estas borboletas.
Outras espécies neste género incluem a comum e largamente distribuida L. phlaeas, a espécie de montanha L. alciphron, a supracitada L. tityrus para norte e a rara espécie de alta montanha Lycaena virgaureae, no extremo nordeste do país.
Fotografia tirada no Vale Glaciário do Rio Zêzere, Serra da Estrela, um dos locais onde a espécie é encontrada mais frequentemente.
domingo, 31 de agosto de 2008
Lep Series 1 - Satyrium spini

Encontrada usualmente ao longo de sebes, florestas abertas e clareiras ou em matagal mediterrânico denso, é provável que esta espécie tenha visto a sua área de ocorrência encolher um pouco pela perda de habitat para plantações de Eucalipto e de oliveira e o uso de herbicidas ao longo de caminhos e estradas.
As lagartas alimentam-se de arbustos e pequenas árvores como o pilriteiro (Crataegus monogyna) e especialmente espinheiros (Rhamnus spp.) estando mais ou menos limitada pela ocorrência de alguma destas espécies.
Fotografada no alto da Serra de Ficalho (Serpa, Baixo Alentejo, Portugal), uma nova localidade para a espécie!
sexta-feira, 18 de julho de 2008
V European Moth Nights - Noites Europeias das Borboletas Nocturnas

Este projecto é de carácter voluntário e qualquer pessoa pode participar, desde que siga os passos sugeridos.
terça-feira, 3 de junho de 2008
The Burnet-Moth World is Red and Black: Warning!
Although one tend to associate bright coloured insects to the moist and hot tropical rainforests, or places around the equator, most people living in temperate or colder areas would be surprised with the variety of forms and colours moths may show. If you're in the Palaearctic Region (Europe, North Africa and Asia) one of the most conspicuous group of brightly coloured and interesting moth groups you're likely to come across is the Burnet-Moths (genus Zygaena of family Zygaenidae), so called because they are red and black (or blue) small day-flying little moths. Indeed, they have such startling colouration (called aposematic) to warn predators of their toxicity as they are known to have cyanogenic compounds in their hemolymph. (So... please if you see one and are hungry remember its something you'll only eat once!)
Anyway, the Mediterranean area is especially rich in these moths and in Portugal there are eight species in the genus Zygaena. While most are very local, some are common meadow moths easily seen in the countryside.
---
Contrariamente ao que é de senso comum, apenas cerca de metade das espécies de borboletas nocturnas têm cores escuras e sombrias e certamente apenas uma duzia das cerca de 200 000 especies em todo o Mundo irá alimentar-se das nossas roupas e tecidos!
Apesar de normalmente os insectos coloridos serem associados às húmidas e quentes florestas tropicais ou outros lugares perto do equador, a maioria das pessoas que vive em zonas temperadas ou mais frias iria ficar surpreendida com a variedade de formas e cores que muitas borboletas nocturnas apresentam. Se está na região Paleartica (Europa, Norte de África ou Asia) um dos grupos de borboletas mais conspícuas e coloridas que verá mais provavelmente é o das Zygaenas (familia Zygaenidae, genero Zygaena), pequenas borboletas habitualmente de coloração vermelho-vivo e preto ou azul e que voam de dia nos campos. De facto, elas têm tal coloração (denominada aposemática) com o objectivo de alertar os predadores para a sua toxicidade dado que produzem substâncias cianogénicas (derivadas de compostos de cianeto). Por favor, se um dia estiver no campo com fome e vir uma borboleta destas... pense que é algo que só comerá uma vez!
Seja como for, a região Mediterrânica é especialmente rica em espécies deste grupo e em Portugal existem oito espécies no género Zygaena. Apesar da maioria ter uma distribuição muito localizada, algumas são relativamente comuns, facilmente observáveis no campo.
Zygaena trifolii (Esper, 1783)

























